Já não podia com a porra do frio. A minha mão parecia que ia cair de tanto frio.
Andávamos pelas ruas, irmos para um bar parecia estar fora de questão. Sejamos sinceros que perco toda a vontade de alguma coisa quando tenho frio.
*: Mas não penses que tens frio.
_: Não consigo.
Na minha mente só vejo uma palavra com uns efeitos de gelo e efeitos especiais: Frio. Consigo ser extremamente chata quando estou assim e repetir me umas mil vezes por cada 5 minutos.
Acho que ela queria sair. Andámos pelas ruas. Ás tantas a grande pressão minha de ir para casa foi satisfeita, tinha tentado aguentar mas já não podia, só pensava em casa.
Fomos para o pé da fonte. Aquela ao pé da casa dela. Os nossos finais de encontro acabam sempre aí, tal como começam. Não foi a nossa melhor noite, não saiu como planeado, nem para ela, nem para mim. Ás vezes não sei se o problema é estarmos diferentes, falta de hábitos desaparecidos ou então falta das pessoas que disseram que iam.
Foi então que os vi. Do outro lado da rua. Pensei que eram só os amigos. Mas não. Ele também ia com eles. Fazia tempo que não o via.
_: É ele. É o '.
Anos que não o via. Trazia aquele casaco que ele dizia que não gostava de usar. Dizia que não gostava nada do Inverno por causa dos casacos. Secalhar por não gostar nada de casacos é que não compra outro. Usa o mesmo. Apesar de eu nunca o ter visto com ele, porque nunca o trazia quando vinha ter comigo, á anos atrás. Mas sabia qual era, pelas características que ele me disse, uma vez, á anos atrás.
*: Está tão magro!
Está? Cortou o cabelo. Mas isso já eu sabia, desde que deixamos de falar que o cortou e passou a usá-lo sempre assim. Sorria com os amigos. Antes não me parecia tão alto. Gostava de estar mais próxima para o ver melhor. Desapareceu.
*: Ainda te bate?
_:Não. Mas ás vezes penso nele. Não com qualquer intenção de qualquer coisa. O nome vem-me á cabeça sem eu querer. É estúpido.
18.12.09
16.12.09
15.12.09
Ela grita, abre os olhos, diz que desaparece, grita. E eu finjo não ouvir, é tanta a coisa que lhe entope a alma que por mais que falasse sei que ela não me ia ouvir.
11.12.09
Acho um piadão a este vídeo, quase que me faz lembrar os bonecos Ren and Stimpy, alguém se lmebra deles?
Hoje tive uma conversa muito produtiva com o H que me fez perceber que passado é passado, presente é presente e pensar só mesmo no futuro.
Ás vezes quando vou pela cidade finjo que não a conheço.
Finjo que sou de outra cidade, país, que nunca ali estive.
Finjo que tudo me surpreende, não de uma maneira irónica, mas como de uma situação real para mim própia.
Procuro de onde vêm os gritos das crianças, ao início quase parece uma agonia, uma selva, como se não soubesse que naquela rua existe uma cresce.
Olho para os efeitos de Natal, fascinada, como se de onde eu viesse não existisse nada igual ou semelhante, como se não existisse nenhuma luz além do sol.
O amarelo, o verde, o vermelho, mas principalmente o azul deixam-me atordoada de exitação.
Acordo, surpreendida, destas visões com uma melodia. Quase que acreditei que vinham das paredes, de uma grande janela que ecoava pela cidade ou então, sem crer na coisa, do céu.
Descubro então, pontos pretos em cada edificio, similar, da cidade. São colunas que se estendem por toda a cidade numa alusão ao espiríto natalício através de melodias de natal.
Olho para os cafés, igrejas, ruas, calçadas, lojas, com todo o significado da palavra 'desconheço' escarrapado na minha testa. Quase que espero, e não me espantaria, que a qualquer momento se dirijam a mim e perguntem se estou perdida.
Sou realmente uma pessoa tendencialmente para o aparvalhamento e peço desculpa.
Finjo que sou de outra cidade, país, que nunca ali estive.
Finjo que tudo me surpreende, não de uma maneira irónica, mas como de uma situação real para mim própia.
Procuro de onde vêm os gritos das crianças, ao início quase parece uma agonia, uma selva, como se não soubesse que naquela rua existe uma cresce.
Olho para os efeitos de Natal, fascinada, como se de onde eu viesse não existisse nada igual ou semelhante, como se não existisse nenhuma luz além do sol.
O amarelo, o verde, o vermelho, mas principalmente o azul deixam-me atordoada de exitação.
Acordo, surpreendida, destas visões com uma melodia. Quase que acreditei que vinham das paredes, de uma grande janela que ecoava pela cidade ou então, sem crer na coisa, do céu.
Descubro então, pontos pretos em cada edificio, similar, da cidade. São colunas que se estendem por toda a cidade numa alusão ao espiríto natalício através de melodias de natal.
Olho para os cafés, igrejas, ruas, calçadas, lojas, com todo o significado da palavra 'desconheço' escarrapado na minha testa. Quase que espero, e não me espantaria, que a qualquer momento se dirijam a mim e perguntem se estou perdida.
Sou realmente uma pessoa tendencialmente para o aparvalhamento e peço desculpa.
9.12.09
'Tento ser educada e responder sempre. Se achares que isto é uma provocação eu digo que sim. Se não entenderes como tal, não é. Se me perguntares o que fiz anteriormente eu respondo que quero conduzir a conversa apenas em torno da peça. Informo que a artista não quer dar mais informação. Se entras num registo performático e inventas um quadro na parede e me questionas sobre isso eu respondo que não há aqui quadro nenhum. Mas isso é interessante também. Não há perguntas certas ou erradas e há um lado intimista nesta peça a partir do momento em que o visitante decide entrar no jogo. Não me interessa discutir o sexo dos anjos ou o que é ou não arte. Isto é um assistente a trabalhar e que se apresenta simultaneamente como performer.'
Link
uma exposição diferente.
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uma exposição diferente.
7.12.09
Graças as luzes da cidade, enfeites e coisas do género, cintilantes, é que percebi que chega o Natal.
Mas o que é que tu queres dizer quando me abraças?
O que é que quer dizer o teu 'amo-te'?
Estás a contar uma história, a seguir um guião, a crer tornar a realidade saída de um grande filme?
Ou precisas de mim, porque precisas de alguém para fugir á solidão ou precisas mesmo de mim, da minha pessoa, do meu eu ?
Se eu dançar e me mover com pés, descalços, soltos, nús, e depois com o corpo, rastejar com ele por toda a parte plana do chão, parte rugosa das paredes, parte árvore, parte erva, seguidamente usar as mãos que navegam com todo o corpo que se mexe, vais conseguir seguir-me, ir ao encontro do meu movimento, numa ligação, sem ser preciso eu ir contigo ou chamar-te? Vais conseguir ouvir a minha voz sem som?
O vento já percebeu o que eu quero dizer e o ceú também olhou para as minhas mãos e quis tocá-las, eu própia quis tocá-lo, e ele não me precisou dizer nada. O vento passou por mim e tocou-me, para ele é mais fácil mover-se e ir ao meu encontro, para mim é mais dificil, tenho de esperar por ele, mas ele sabe que o espero, mas só vem quando quer.
O sol, esse sabe tocar e aquecer-me ao mesmo tempo, sente-me a rir. Fazemos trocas com a chuva, que me molha com gotas de água, ao inicio arrepia-me, parece frio, depois torna-se quente. Fecho os olhos para a sentir.
sintonia.
O que é que quer dizer o teu 'amo-te'?
Estás a contar uma história, a seguir um guião, a crer tornar a realidade saída de um grande filme?
Ou precisas de mim, porque precisas de alguém para fugir á solidão ou precisas mesmo de mim, da minha pessoa, do meu eu ?
Se eu dançar e me mover com pés, descalços, soltos, nús, e depois com o corpo, rastejar com ele por toda a parte plana do chão, parte rugosa das paredes, parte árvore, parte erva, seguidamente usar as mãos que navegam com todo o corpo que se mexe, vais conseguir seguir-me, ir ao encontro do meu movimento, numa ligação, sem ser preciso eu ir contigo ou chamar-te? Vais conseguir ouvir a minha voz sem som?
O vento já percebeu o que eu quero dizer e o ceú também olhou para as minhas mãos e quis tocá-las, eu própia quis tocá-lo, e ele não me precisou dizer nada. O vento passou por mim e tocou-me, para ele é mais fácil mover-se e ir ao meu encontro, para mim é mais dificil, tenho de esperar por ele, mas ele sabe que o espero, mas só vem quando quer.
O sol, esse sabe tocar e aquecer-me ao mesmo tempo, sente-me a rir. Fazemos trocas com a chuva, que me molha com gotas de água, ao inicio arrepia-me, parece frio, depois torna-se quente. Fecho os olhos para a sentir.
sintonia.
2.12.09
'Largaram-me a mil metros do chão'
Hoje traí o meu coração.
Na verdade, ando a traí-lo desde que decidi fazê-lo.
Ele sabe.
Acabamos por fazer um jogo entre nós. Eu cego-o e ele cega-me a mim.
Eu cego-o no sentir, ele cega-me a razão.
Hoje traí o meu coração.
Na verdade, ando a traí-lo desde que decidi fazê-lo.
Ele sabe.
Acabamos por fazer um jogo entre nós. Eu cego-o e ele cega-me a mim.
Eu cego-o no sentir, ele cega-me a razão.
1.12.09
'Mas as coisas mais amargas da nossa vida, são as escolhas que temos de fazer'
em Filme Adeus Pai de Luís Filipe Rocha
em Filme Adeus Pai de Luís Filipe Rocha
Já pus a mesa.
Primeiro limpei a loiça.
Cada talher, com a parte que agarro o pano, desliza.
A seguir a toalha, a vermelha e branca.
Depois pus os pratos, os normais de sempre. A seguir os mesmos talheres. E a seguir procurei guardanapos. Consigo tirar o número certo que quero, quando tiro da parte lateral em que está a dobra forte. São 4. Podiam ser mais, podiam ser menos. Quantos serão no futuro? Mas é este o número certo.
Pergunto-me quantos serão na casa ao lado, ou na casa menos ao lado ou até na casa mais longe, mas qual será a casa mais longe? Que tipo de conta teria de fazer para o saber?
Pus o pão, fatiado, para ser mais fácil. Pus copos, pus, pus pus, pus.
E esperei.
E hoje não me apeteceu ligar a televisão.
Fiquei só a olhar para a janela.
E ainda não chegou ninguém.
Mas também, ainda é cedo.
Primeiro limpei a loiça.
Cada talher, com a parte que agarro o pano, desliza.
A seguir a toalha, a vermelha e branca.
Depois pus os pratos, os normais de sempre. A seguir os mesmos talheres. E a seguir procurei guardanapos. Consigo tirar o número certo que quero, quando tiro da parte lateral em que está a dobra forte. São 4. Podiam ser mais, podiam ser menos. Quantos serão no futuro? Mas é este o número certo.
Pergunto-me quantos serão na casa ao lado, ou na casa menos ao lado ou até na casa mais longe, mas qual será a casa mais longe? Que tipo de conta teria de fazer para o saber?
Pus o pão, fatiado, para ser mais fácil. Pus copos, pus, pus pus, pus.
E esperei.
E hoje não me apeteceu ligar a televisão.
Fiquei só a olhar para a janela.
E ainda não chegou ninguém.
Mas também, ainda é cedo.
30.11.09
27.11.09
24.11.09
22.11.09
sinto que nao ando a conseguir escrever nada de jeito. tantas coisas a passarem me pela cabeça, mas chego aqui e nao consigo sequer escrever uma palavras ou um monte delas que consiga descrever-me.
19.11.09
18.11.09
17.11.09
Hoje tive de vir aqui escrever. Não consegui aguentar, tenho um monte de coisas a passar-me pela cabeça que preciso deitar cá para fora.
A primeira é que acho que estou a passar por uma espécie de crise de meia idade, neste caso secalhar é uma crise de primeira idade, isto se supormos que só começamos a viver a vida aos 18 e que tudo o que está para trás é apenas uma adaptação ao mundo.
Chego ao ponto de quase perceber porque há pessoas que cometem suicidio, o que é extremamente medonho (até porque muitas dessas pessoas cometeram suicidio decerto por razões diferentes, se tiver sido a todas o mesmo motivo estaremos perante uma descoberta).
Simplesmente acho que a razão para isto tudo é que vivi experiências a mais, experiências que chego a pensar que não devia ter vivido ou deviam ter acontecido para mais tarde, para a crise ser só na meia idade. Experiências que me fizeram crescer mais depressa, quando eu queria ter crescido mais devagar, queria ter sofrido menos vezes, menos constantes mais alternadas.
A vida deixou de fazer sentido.
Por outro lado, podemos pensar que esta crise é simplesmente uma crise de solidão e saudades das pessoas, e de como as coisas eram simples. Já não reconheço a maior parte das pessoas que fizeram parte da minha vida anos e custa-me ver que acho que nem elas me reconhecem.
Segundo ponto é que me apercebo que no fundo todos querem o mesmo de mim. E eu quero a pessoa que menos quer isso de mim, é essa pessoa que vou querer.
Só me apetece sair de casa amanhã, ir passear sozinha, estar nos lugares onde nunca ou raramente estive sozinha e sentir as coisas, senti-las mesmo, no fundo e mais sentido sentir, nao sei até quando vou continuar a vê-las, qualquer dia hei-de chegar a velha, certamente ou simplesmente deixo de existir.
Secalhar o meu problema é que simplesmente acabei de perceber o significado da vida, só que foi cedo de mais.
Eu queria era ter crescido mais devagar.
A primeira é que acho que estou a passar por uma espécie de crise de meia idade, neste caso secalhar é uma crise de primeira idade, isto se supormos que só começamos a viver a vida aos 18 e que tudo o que está para trás é apenas uma adaptação ao mundo.
Chego ao ponto de quase perceber porque há pessoas que cometem suicidio, o que é extremamente medonho (até porque muitas dessas pessoas cometeram suicidio decerto por razões diferentes, se tiver sido a todas o mesmo motivo estaremos perante uma descoberta).
Simplesmente acho que a razão para isto tudo é que vivi experiências a mais, experiências que chego a pensar que não devia ter vivido ou deviam ter acontecido para mais tarde, para a crise ser só na meia idade. Experiências que me fizeram crescer mais depressa, quando eu queria ter crescido mais devagar, queria ter sofrido menos vezes, menos constantes mais alternadas.
A vida deixou de fazer sentido.
Por outro lado, podemos pensar que esta crise é simplesmente uma crise de solidão e saudades das pessoas, e de como as coisas eram simples. Já não reconheço a maior parte das pessoas que fizeram parte da minha vida anos e custa-me ver que acho que nem elas me reconhecem.
Segundo ponto é que me apercebo que no fundo todos querem o mesmo de mim. E eu quero a pessoa que menos quer isso de mim, é essa pessoa que vou querer.
Só me apetece sair de casa amanhã, ir passear sozinha, estar nos lugares onde nunca ou raramente estive sozinha e sentir as coisas, senti-las mesmo, no fundo e mais sentido sentir, nao sei até quando vou continuar a vê-las, qualquer dia hei-de chegar a velha, certamente ou simplesmente deixo de existir.
Secalhar o meu problema é que simplesmente acabei de perceber o significado da vida, só que foi cedo de mais.
Eu queria era ter crescido mais devagar.
'There was a boy
A very strange
Enchanted boy
They say he wandered
Very far, very far
Over land and sea
A little shy
And sad of eye
But very wise was he
And then one day
A magic day
He passed my way
And while we spoke
Of many things
Fools and kings
This he said to me
"The greatest thing
You'll ever learn
Is just to love
And be loved in return"
Queria escrever coisas, mas deixo para logo.
Agora fico só ao som da música.
A very strange
Enchanted boy
They say he wandered
Very far, very far
Over land and sea
A little shy
And sad of eye
But very wise was he
And then one day
A magic day
He passed my way
And while we spoke
Of many things
Fools and kings
This he said to me
"The greatest thing
You'll ever learn
Is just to love
And be loved in return"
Queria escrever coisas, mas deixo para logo.
Agora fico só ao som da música.
13.11.09
Sabem aquelas vezes em que vem familía cá a casa e está tudo a correr muito bem, até a nossa mãe começar a falar da nossa vida, o que nos dá uma sensação bastante desconfortavel e uma vontade incontornável de sair dali o mais rápido possível? Foi tal e qual o que senti agora.
Ainda lhe tentei bater perna com perna, mas acho que não percebeu o quanto é desagradável e frustante.
Ainda lhe tentei bater perna com perna, mas acho que não percebeu o quanto é desagradável e frustante.
12.11.09
«Porque é que haveríamos de ter medo da morte?», pergunta Epicuro. «Porque enquanto existimos, a morte não está aqui, e logo que ela vem, nós não existimos.»
A mim parece-me bem. Mas não é totalmente verdade ou é? Quer dizer, não se trata do medo, não falo disso. Mas ela está aqui, várias vezes ao longos dos nossos dias, em pequenas coisas, ou em grandes coisas. Em pessoas que se vão, em coisas que ficam de quem se foi, enquanto se estão a ir, ela anda ao nosso lado a cumprir o seu trabalho. E no entanto eu existo e ela está aqui.
A mim parece-me bem. Mas não é totalmente verdade ou é? Quer dizer, não se trata do medo, não falo disso. Mas ela está aqui, várias vezes ao longos dos nossos dias, em pequenas coisas, ou em grandes coisas. Em pessoas que se vão, em coisas que ficam de quem se foi, enquanto se estão a ir, ela anda ao nosso lado a cumprir o seu trabalho. E no entanto eu existo e ela está aqui.
BEIRUT.
Sim, hoje estou relativamente ou 'toda eu' musical. Mas esta tive de aqui por, porque faz-me parecer que a minha vida é bastante mais fácil do que eu dramatizo. Quase que me dá vontade de sair a correr e sentir tudo, sentir o vento na minha cara, sentir as ervas pelas mãos, enquanto corro, corro sem fim, sem pensar quando vou parar, sem pensar que quero acabar dentro de meia hora e se falta muito. Correr pelo simples prazer de correr e sentir o meu corpo inundar-se das maravilhas que estão todas á minha volta. Mesmo que faça um sol maluco, mesmo que chova, vai-me parecer tudo extremamente bem e maravilhoso. E vou ter vontade de dançar, enquanto passo pelos pastos, enquanto vejo animais, vacas, ovelhas, casas abandonadas, pessoas, enquanto continuo a correr, enquanto o mundo vai cabendo todo dentro de mim.
Não sei, isto faz-me sentir assim, uma espécie de personagem livre.
CocoRosie - 'Hairnet Paradise'
Arcade Fire 'Neon Bible'
Estas músicas dão cabo de mim. Estes sons feitos de revistas de papel e um pianinho para crianças, tinha um igual que ladrava, miava, muuu, méé, por aí fora. O me deixa fora de mim é o sentimento que estas músicas passam. Se ninguém cantasse, eu ia gostar á mesma, só pela paz que me dá.
8.11.09
6.11.09
'É pena quase não poder ficar... És quente quando a luz te traz... Quase te vi amor... Quase nasci sem ti... Quase morri dentro, de mim... Ficas dentro de mim... Por dentro de mim... Estás dentro de mim... Silêncio, lua, casa, chão... És sítio onde as mãos se dão... Quase larguei a dor... Quase perdi... Quase morri dentro de mim... Ficas dentro de mim... Por dentro de mim... Estás dentro de mim... Sempre sou mais um homem, mais humano, mais um fraco Sempre sou mais um braço, mais um corpo, mais um grito Sempre... Dança em mim! Mundo, vida e fim... Dorme aqui, dentro de mim... É pena quase não poder ficar...No sítio onde as mãos se dão... Quase fugi amor, quase perdi... Vamos embora daqui, para dentro de mim...'
Música de Filme, Toranja
Acho que esta música descreve tudo.
Música de Filme, Toranja
Acho que esta música descreve tudo.
4.11.09
Quando penso de mais, fico com medo.
Tenho medo de já não conseguir deitar a cabeça no peito de ninguém sem pensar que deitei no teu mais que uma vez.
De já não saber como se enrosca o corpo no de outra pessoa, ter medo de enroscar.
Tenho medo de dizer não digas 'para sempre', 'não quero falsas promessas', 'vamos viver o agora', 'ás vezes dizer isso parece dar azar', quando a verdade é que no fundo de mim penso ter-te para sempre.
Tenho medo de voltar a fazer pizza, sopa, cozinhar com alguém, ver tv deitados no sofá, para tudo ficar marcado em mim e serem momentos que depois vou ter de apagar.
Tenho medo de achar que já não sou feliz sem ti e daí a 5 minutos achar que sou capaz e depois já achar que não e assim sucessivamente.
Tenho medo de magoar e que me magoem, medo tudo isto seja um ciclo de todas as relações, sempre igual.
Tenho medo que o sexo seja maior que o amor, que o amor seja um engano e só exista sexo, mesmo que no final me abraces e me beijes e fiquemos no silêncio como se tudo fosse harmonioso, quando na verdade é só uma necessidade que sentes que tens de fazer para parecer tudo ok.
Tenho medo de querer mais que isso, de querer mais amor.
Tenho medo que tudo volte a ser meras palavras.
Tenho medo de já não conseguir deitar a cabeça no peito de ninguém sem pensar que deitei no teu mais que uma vez.
De já não saber como se enrosca o corpo no de outra pessoa, ter medo de enroscar.
Tenho medo de dizer não digas 'para sempre', 'não quero falsas promessas', 'vamos viver o agora', 'ás vezes dizer isso parece dar azar', quando a verdade é que no fundo de mim penso ter-te para sempre.
Tenho medo de voltar a fazer pizza, sopa, cozinhar com alguém, ver tv deitados no sofá, para tudo ficar marcado em mim e serem momentos que depois vou ter de apagar.
Tenho medo de achar que já não sou feliz sem ti e daí a 5 minutos achar que sou capaz e depois já achar que não e assim sucessivamente.
Tenho medo de magoar e que me magoem, medo tudo isto seja um ciclo de todas as relações, sempre igual.
Tenho medo que o sexo seja maior que o amor, que o amor seja um engano e só exista sexo, mesmo que no final me abraces e me beijes e fiquemos no silêncio como se tudo fosse harmonioso, quando na verdade é só uma necessidade que sentes que tens de fazer para parecer tudo ok.
Tenho medo de querer mais que isso, de querer mais amor.
Tenho medo que tudo volte a ser meras palavras.
Otite média é uma inflamação do ouvido médio: o espaço atrás da membrana timpânica. É uma das duas condições geralmente referidas como infecções do ouvido, a outra sendo a otite externa. A otite média é muito comum na infância, e possui condições agudas e crônicas; todas envolvendo inflamação da membrana timpânica e geralmente associadas com o aparecimento de fluido no espaço atrás do tímpano, o ouvido médio.
Os principais sinais e sintomas são dor severa, diminuição da audição, febre, choro constante (nos bebês), irritabilidade, desconforto, perda de apetite e secreção no ouvido se houver ruptura timpânica (perfuração do ouvido). Vômitos e diarréia podem ocorrer nas crianças pequenas. Pode também haver presença de pus na região externa do ouvido. Alguns casos são relatados em jovens e adultos também, com as mesmas características.
Supostamente é isto que eu tenho. Gostava de me poder exprimir melhor, mas é exactamente uma dor maluca, aguda, dentro do meu ouvido (neste caso, neste momento, encontra-se nos dois, pois de um passou para o outro, não me perguntem como). E quase que me parece que um dos ouvidos está a sugar qualquer coisa, tal como me parece que tenha o ouvido com uma bolsa também cheia de qualquer coisa.
Otorrinolaringologistas (queria separar esta palavra por sílabas mas por momentos fiquei confusa): é a pessoa que vou visitar amanhã graças á minha otite. A minha última visita a este atencioso senhor, que tem um nome extremamente rri la lo go gi, foi na minha primeira otite, cerca de á dois anos atrás. Pensava eu ser a última vez que lá ia (na verdade isto é uma pura mentira, fiquei sempre com receio de lá voltar um dia). Confiei-lhe o meu ouvido a uma máquina para limpar á qual ele disse que muitas pessoas gostavam pois diziam 'parece uma massagem ao ouvido'. Com esta, entreguei-me totalmente. Qual não é o meu espanto quando me apercebo que aquilo é tal e qual uma máquina de fazer furos na parede, som tal e qual, mas dentro do meu ouvido. 'Não se afaste menina, posso aleijá-la', lá me rendi.
Pode ser que amanhã corra melhor, novas tecnologias além dessa máquina, por favor?
(admito que da ultima vez que sai de lá, sai melhor do que entrei, apesar da máquina e do seu som atordoador dentro do meu ouvido)
(ai de quem diga que uma dor de dentes é pior que uma dor de ouvido, sou capaz de matar, neste momento)
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Os principais sinais e sintomas são dor severa, diminuição da audição, febre, choro constante (nos bebês), irritabilidade, desconforto, perda de apetite e secreção no ouvido se houver ruptura timpânica (perfuração do ouvido). Vômitos e diarréia podem ocorrer nas crianças pequenas. Pode também haver presença de pus na região externa do ouvido. Alguns casos são relatados em jovens e adultos também, com as mesmas características.
Supostamente é isto que eu tenho. Gostava de me poder exprimir melhor, mas é exactamente uma dor maluca, aguda, dentro do meu ouvido (neste caso, neste momento, encontra-se nos dois, pois de um passou para o outro, não me perguntem como). E quase que me parece que um dos ouvidos está a sugar qualquer coisa, tal como me parece que tenha o ouvido com uma bolsa também cheia de qualquer coisa.
Otorrinolaringologistas (queria separar esta palavra por sílabas mas por momentos fiquei confusa): é a pessoa que vou visitar amanhã graças á minha otite. A minha última visita a este atencioso senhor, que tem um nome extremamente rri la lo go gi, foi na minha primeira otite, cerca de á dois anos atrás. Pensava eu ser a última vez que lá ia (na verdade isto é uma pura mentira, fiquei sempre com receio de lá voltar um dia). Confiei-lhe o meu ouvido a uma máquina para limpar á qual ele disse que muitas pessoas gostavam pois diziam 'parece uma massagem ao ouvido'. Com esta, entreguei-me totalmente. Qual não é o meu espanto quando me apercebo que aquilo é tal e qual uma máquina de fazer furos na parede, som tal e qual, mas dentro do meu ouvido. 'Não se afaste menina, posso aleijá-la', lá me rendi.
Pode ser que amanhã corra melhor, novas tecnologias além dessa máquina, por favor?
(admito que da ultima vez que sai de lá, sai melhor do que entrei, apesar da máquina e do seu som atordoador dentro do meu ouvido)
(ai de quem diga que uma dor de dentes é pior que uma dor de ouvido, sou capaz de matar, neste momento)
.
1.11.09
31.10.09
Ele tem os pais separados. No outro dia contou-me que já tinha morado no Porto com o pai, quando era pequeno.
Perguntei se gostou. Ele : 'Estás a gozar? Era super feliz. Levantava-me, lia-me o Tintin, iamos beber um copo de leite, lia-me o Tintin ou iamos ver os desenhos animados. Almoçavamos, lia-me mais um bocado de Tintin. Os dias passavam-se assim. Agora já nada é assim.'
Talvez não tenha sido tão bem contado como ele contou, mas achei piada, coisas tão simples que nos faziam tão felizes quando eramos pequenos.
A vida parecia reduzida aquilo, e para nós chegava e esbanjava felicidade de tão simples.
Perguntei se gostou. Ele : 'Estás a gozar? Era super feliz. Levantava-me, lia-me o Tintin, iamos beber um copo de leite, lia-me o Tintin ou iamos ver os desenhos animados. Almoçavamos, lia-me mais um bocado de Tintin. Os dias passavam-se assim. Agora já nada é assim.'
Talvez não tenha sido tão bem contado como ele contou, mas achei piada, coisas tão simples que nos faziam tão felizes quando eramos pequenos.
A vida parecia reduzida aquilo, e para nós chegava e esbanjava felicidade de tão simples.
30.10.09
27.10.09
Tem dias que não me apetece sair da cama, apetece-me passar o dia todo num sonho em que te imagino sempre.
26.10.09
ás vezes tenho medo que os meus olhos me traiam. Não só os olhos, toda a expressão em si que a cara faz involutáriamente. Pensando bem, não só a cara mas o corpo e os seus movimentos
angustiantes num acto de 'por favor solta-me, deixa-me falar'.
ás vezes tenho medo que todo o meu corpo fale por mim.
angustiantes num acto de 'por favor solta-me, deixa-me falar'.
ás vezes tenho medo que todo o meu corpo fale por mim.
Agora todos os dias de manhã, quando vou no meu caminho pela Universidade, encontro um individuo.
Cadeira de rodas, talvez com mais que um problema. Na primeira vez, chamou-me.
Perguntou-me se eu tinha cigarros. Disse que não, não fumo.
Agora quando o encontro diz-me sempre, bom dia menina.
Cadeira de rodas, talvez com mais que um problema. Na primeira vez, chamou-me.
Perguntou-me se eu tinha cigarros. Disse que não, não fumo.
Agora quando o encontro diz-me sempre, bom dia menina.
24.10.09
9.10.09
29.9.09
23.9.09
22.9.09
quase que me pareceu ouvir o som da minha gata a entrar na sala.
afinal foi apenas imaginação.
saudades, estrela.
afinal foi apenas imaginação.
saudades, estrela.
ás vezes não percebo o que dizes. Não te oiço simplesmente.
Dizes coisas que não percebo, então, deixo de ouvir.
Zangas-te. Corres comigo, corres com tudo.
Queres ir embora. Vamos para dentro do carro, embora.
Depois a meio do caminho para o carro, aborreceste do grito que deste e do que disses-te.
Queres-me dar a mão. Queres que fale, que te explique a situação.
Mas eu ai só quero silêncio. Não quero ouvir nem quero falar mais.
Quero ir para o carro. Ora tu, ora eu, ora os dois, ora o carro.
Carro. Viagem silenciosa. Aumentas o rádio. Assim quebra o silêncio, aumentas tanto, que a tua mão bate-lhe e desliga-o.
Não há som. Silêncio.
Consigo ouvir o som do carro na estrada. Mas parece-me a silêncio.
Queres que fale. Mas não me apetece.
Paisagem. Desértica. Queria correr e deitar-me nela.
Preencher os vales, integrar-me no quadro que acabei de ver.
Todas as paisagens me parecem quadros acabados de pintar.
Quase que me esqueço.
Envolve-se em mim um sono mortifero. Não consigo fugir. Não quero.
Olhas-me. Não te respondo. Quero silêncio.
Cidade. Chegamos. Não insistas, não quero falar.
Silêncio.
Parou. Desligas o carro. Acabou.
Tiras o cinto. Pegas na minha mão.
Amas-me? Sim.
Eu também. Esquecamos.
Sim.
Beijo.
Meia hora.
Fiz bem?
Sim e Não. Mas que importa?
Casa. Acabou a viagem.
Dizes coisas que não percebo, então, deixo de ouvir.
Zangas-te. Corres comigo, corres com tudo.
Queres ir embora. Vamos para dentro do carro, embora.
Depois a meio do caminho para o carro, aborreceste do grito que deste e do que disses-te.
Queres-me dar a mão. Queres que fale, que te explique a situação.
Mas eu ai só quero silêncio. Não quero ouvir nem quero falar mais.
Quero ir para o carro. Ora tu, ora eu, ora os dois, ora o carro.
Carro. Viagem silenciosa. Aumentas o rádio. Assim quebra o silêncio, aumentas tanto, que a tua mão bate-lhe e desliga-o.
Não há som. Silêncio.
Consigo ouvir o som do carro na estrada. Mas parece-me a silêncio.
Queres que fale. Mas não me apetece.
Paisagem. Desértica. Queria correr e deitar-me nela.
Preencher os vales, integrar-me no quadro que acabei de ver.
Todas as paisagens me parecem quadros acabados de pintar.
Quase que me esqueço.
Envolve-se em mim um sono mortifero. Não consigo fugir. Não quero.
Olhas-me. Não te respondo. Quero silêncio.
Cidade. Chegamos. Não insistas, não quero falar.
Silêncio.
Parou. Desligas o carro. Acabou.
Tiras o cinto. Pegas na minha mão.
Amas-me? Sim.
Eu também. Esquecamos.
Sim.
Beijo.
Meia hora.
Fiz bem?
Sim e Não. Mas que importa?
Casa. Acabou a viagem.
'Sou a estrela do mar
só a ele obedeço
só ele me conhece
só ele sabe quem sou
no principio e no fim
só a ele sou fiel
e é ele quem me protege
quando alguém quer à força
ser dono de mim'
Estrela do Mar, Jorge Palma
só a ele obedeço
só ele me conhece
só ele sabe quem sou
no principio e no fim
só a ele sou fiel
e é ele quem me protege
quando alguém quer à força
ser dono de mim'
Estrela do Mar, Jorge Palma
19.9.09
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